Nas redes sociais, falar com todo mundo pode ser a melhor maneira de não chegar a ninguém
Criadores reunidos no Rio Innovation Week defenderam nicho, identidade e proximidade com o público como fatores decisivos para crescer nas plataformas. A discussão aponta uma mudança importante para marcas que ainda medem sucesso principalmente pelo alcance.
Por: Redação Agência UpOne
Durante muito tempo, crescer nas redes sociais significou aumentar números: mais seguidores, mais visualizações, mais alcance.
No terceiro dia do Rio Innovation Week 2026, uma conversa entre criadores de conteúdo trouxe outro elemento para essa conta: pertencimento.
Tet Trem, Sofia Santino e Camila Trianda participaram do painel “Da janela vertical à era do pertencimento”, realizado em 6 de agosto. Ao contar suas trajetórias nas plataformas, destacaram a importância de encontrar um nicho, desenvolver uma identidade própria e construir uma relação consistente com quem acompanha o conteúdo.
O debate chega em um momento de produção em escala inédita. Inteligência artificial escreve textos, cria imagens, sugere pautas, edita vídeos e permite multiplicar publicações em poucos minutos. Produzir ficou mais fácil. Ser reconhecido em meio a tudo isso ficou mais difícil.
É justamente aí que o recorte importa.
Marcas que tentam conversar com todos tendem a produzir conteúdos cada vez mais genéricos, com temas amplos e abordagens que poderiam pertencer a qualquer perfil. O conteúdo pode até alcançar muita gente, mas encontra dificuldade para construir identificação.
Comunidades menores e interesses específicos mudam essa relação. Quando uma marca entende com quem está falando, consegue aprofundar assuntos, desenvolver uma linguagem própria e ocupar um espaço mais definido na rotina daquele público.
E, na internet saturada de informação, a marca tem que saber falar a língua daquela pessoa para conseguir chegar até ela.